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Eliana Isabel Gavenda
antonio carlos/SC

Na Dança Circular os meus primeiros passos começaram em 1988 em Buenos Aires e na comunidade de Nazaré em SP/Brasil dançando com a residente e primeira focalizadora dançarina em épocas de pioneirismo no Brasil , Jane Vieira, brasileira, ( morando hoje na Suiça) quem com preciosa dedicação recebia materiais de danças desde Findhorn, épocas em que se traduziam diversas carpetas escritas a mão e a máquina, numa pequena equipe na comunidade desde mediados dos anos 80 (com Davi , Eliane Newmeister, Evelyn Zajdenwerg, esta última formando a primeira parceria com Jane criando e focalizando a vivência permanente de Danças Circulares na comunidade) No ano 1989 alguns residentes começamos a focalizar as danças dentro da comunidade, cada um nos seus programas, eu na vivência "O Silêncio da Música" como um aspecto do programa e em viagens anuais a Salta, Argentina e em algumas ocasiões em Buenos Aires e Córdoba. Em 1992 formamos o grupo "Dança das Aldeias" (5 residentes de Nazaré e 2 frequentadores) onde apresentamos as Danças Circulares em Brasília na semana do "Projeto Omame" para grande público, tocadas ao vivo num momento por músicos, entre eles um integrante do grupo Udhiana Banda, de mãos dadas na grande roda de 500 pessoas com índios de tribos do Brasil, artistas e líderes do mundo e o público presente. Foi este grupo de iniciais focalizadores ,parte dos 40 artistas internacionais convidados ( representávamos o Brasil) como sendo um evento de "chamado de conscientização" para preparar o espírito do encontro internacional da Eco 92 no Rio de Janeiro.Na própria Eco 92 um novo grupo,integrado por residente e frequentadores de Nazaré "Cirandas de Luz" as apresentou ao público. Em 1989 um grupo de nazarenos residentes levamos as primeiras Danças Circulares a Campinas, complementando as abordagens de Musicoterapia em um encontro em um teatro sobre o tema "Despertar da Consciência" A partir de 1992 apresentei as danças em São Paulo, Atibaia,Bragança Paulista, Itatiaia e fui convidada a uma parceria com outros ex residentes nazarenos que tinham grupo frequente em Campinas (Marcos e Paula, ex residentes nazarenos). As implementei no curso extracurricular na universidade de Bragança, apresentando as Danças Circulares vinculadas a um trabalho musicoterapêutico corporal e teatral. Iniciei viagens por Porto Alegre levando para a Universidade de Unisinos em cursos extracurriculares voltados a professores e outros para adolescentes,facilitando cursos e vivências no Espaço Piapiano e no interior de Porto Alegre para professores, músicos e diretores de coral. No ano de 1993 a 2000 foram semeadas as danças pelo sul em parceria com a musicoterapeuta e focalizadora Tânia Valladares Messias , com ela desde 1995 em cursos e vivências em Curitiba, São Paulo, Atibaia e regiões de Santa Catarina. Foram apresentadas em Salta (Argentina) em alguns workshop. Realizamos aberturas e fechamentos em congressos em Florianópolis desde 1996 e iniciando os primeiros grupos fixos de danças no Espaço Alternativo durante 3 anos, logo Espaço Atená, Clínica Vialis, Espaços da Lagoa da Conceição e Canto da Lagoa. Focalizamos dentro de cerimônias ecumênicas com as danças no Parque da Luz com lamas, xamãs e líderes religiosos. Realizei o primeiro curso extracurricular na Universidade de UNISUL em SC.Logo inseri dentro da matéria de musicoterapia o tema e prática das Danças Circulares durante dos anos e meio e fazendo uma curta parceria com antropóloga vinculada a tribo do Xingu para trazer uma percepção ampliada sobre dança, canto e som. Em 2000 havendo co criado "Aldeia Arawikay", hoje "Bioaldeia Arawikay " (ecoaldeia rural em Antônio Carlos na Grande Florianópolis-SC. Site: www.ecoaldeia.org) as danças fazem parte de diversos programas como formas de celebração, conexão para a cura, como instrumento de processo de terapia ou interiorização harmonizadora e simbólica. Temos realizado aqui em Arawikay dois treinamentos , antes, o primeiro foi em Florianópolis para um pequeno grupo de psicóloga, professoras e pedagoga no ano 1998-99 Em 2019 se projetam cursos de aprofundamento destinado a novos líderes de grupo, integrando como uma outra modalidade de dança circular, as eco danças, uma abordagem para desenvolver a consciência ecológica espelhando nas suas coreografias a vida do ecossistema. O mesmo com as danças referentes a Trilha da Humanidade (voltadas a evolução e direitos humanos) As danças em Arawikay até hoje, fazem parte de diversos momentos dos programas de Saúde Natural ,Ecologia, Agricultura, Espiritualidade e Artes Celebrativas. O "espírito da dança" foi sentido com profundidade em 1989 com uma experiência pessoal com Jane Vieira quem me passou o primeiro repertório antes de uma viagem de volta a Argentina. Posso afirmar que dos primeiros repertórios em Nazaré, sete danças iniciais me foram ensinadas especificamente, as que me trouxeram o sentimento e vibração da "Fonte", uma vibração espiritual própria da linguagem da Dança, que para min, estaria vinculada nesse momento ao alinhamento espiritual de Nazaré (Centro de Vivências Nazaré ) Logo seguidamente, o espírito das danças de Findhorn correu paralelo em momentos da minha experiência com outros líderes e grupos e ao mesmo tempo e da mesma forma como se me apresentava este espirito, pelas danças indígenas do Brasil e do sincretismo afro brasileiro que iria pesquisando e aprendendo. Momentos e contato com danças da cosmovisão de tribos norte americanas foram determinantes para o entendimento e celebração da ancestralidade (Encontros em Uruguay) Como musicoterapeuta e dançarina, o meu interesse estaria em aprender as danças desde a essência do espírito brasileiro (aquele que acolhe a diversidade) me aproximando ao entendimento da dança na sua representação universal (dança, música, canto, som, movimento e espírito, como uma vivência integrada) Neste semear pioneiro dos primeiros ex residentes de Nazaré pelo país, seguiram-se os encontros com outros focalizadores que foramvivencia-las seguidamente no próprio Nazaré, Findhorn e outros países, incluindo outras pesquisas no Brasil. Na Parceria musical pela Dança Circular, com Tânia V. Messias semeamos momentos e aprofundamentos em 24 espaços privados e públicos diversificados na ilha de Florianópolis durante os anos de 1996 a 2002 com mais ênfase e regiões próximas. Seguidamente mantivemos mais atividade na iniciativa Bioaldeia Arawikay e somente com ocasionais saídas. Aprendi paralelamente de alguns mentores estrangeiros as Danças Circulares , da Paz Universal, Aramaicas (entre elas a Oração Corporal) em alguns estados do Brasil e junto do caminho dos consecutivos focalizadores no Brasil a partir dos primeiros anos da década do 90 em diante. Fiz parte dos grupos iniciais que também receberam algumas modalidades de danças por parte da mentora Sabira Cristina (Cristina Dora) quem trouxe os primeiros convidados estrangeiros da Dança Circular (Sagradas, da Paz Universal e Aramaicas), épocas em que se criou a revista artesanal "SHANGA" sendo divulgada a partir da montagem no Centro de Vivências Nazaré. Épocas seguidas se separaram os caminhos das Danças Sagradas e das Danças da Paz Universal com fins de aprofundamento em cada uma. Danças Indígenas e do Sincretismo Afro Brasileiro chegaram a min intercaladamente por iniciativa de estudo pessoal. A percepção artística da Dança, de uma forma simbólica, ecológica e espiritualizada são parte deste caminho pessoal contínuo de busca e transformação. Levar um ativismo pacífico com celebração e com consciência para com a Mãe Terra , a Diversidade Humana e com os mundos sutis são caminhos inspirados em grande parte por esta vivência da Dança ,hoje uma grande rede emergindo continuamente no mundo. Agradeço a quem me deu os primeiros passos, Jane Vieira, ao Centro de Vivências Nazaré (hoje Uniluz) que me fez sentir a Fonte e a psicólogos de Buenos Aires. Aos posteriores colegas dançarinos no próprio Nazaré , como também a grande rede brasileira que leva este pacifismo pela arte.
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